
Estava eu no blog da minha M’Aninha, dando pitaco nesse post aqui e desandei a fiolosofar (meu cunhado Fábio que não me ouça, eeheheheh…) sobre ser mãe.
Eu queria muito ter um filho, estava há cinco anos tentando engravidar, até que um dia, sem que eu esperasse, Arthur chegou. E passou nove meses dentro da minha barriga. Tive enjôo, queda de pressão, dor na coluna, muito sono, preguiça e fome… lá pro final da gravidez, apareceu uma alergia terrível, eu me coçava inteira e me GO disse que ia passar quando Arthur nascesse… bom, não preciso dizer que não tenho saudades da barriga, né? E por favor, não me crucifiquem! Ótimo pra quem tem saudades da barriga, parabéns mesmo! eheheheh
Eu estava mais interessada no “pãozinho” como dizem os norte-americanos (sim, baby, os brasileiros também são americanos, ou melhor, sul-americanos). Fui pra faca, e ele nasceu. A maior emoção da minha vida. Eu chorava junto com ele, quando o médico o mostrou pra mim (o comentário do dito cujo, quando fez a entrega: “Que sacudooo!!!!” – no comments…) – e ali estava, meu anjo, um sonho realizado, um bebê real, não mais um bebê idealizado. E eu, pronta pra cuidar dele, como se Deus tivesse ligado um botãozinho aqui dentro e desativado a nerd-que-passava-horas-na-net-ou-lendo-ou-desenhando-ou…
na primeira noite, o primeiro susto: ele chorou de 23h às 5h da manhã… minha mãe estava comigo (sim, M’Aninha, a gente passa a ver nossa mãe com outros olhos, é incrível!), e após muita tentativa e erro, ela achou que ele poderia estar assado. Providenciou a pomada e aplicou.. ele apagou em seguida!
A partir dos 21 dias, Arthur chorava todos os dias de 16h as 22h… nessa época eu ainda ficava em casa com ele, e confesso, tinha medo de ficar sozinha com ele… eu simplesmente piro o cabeção quando ele desata a chorar, até hoje (ele está com seis meses!!). Então, um dia, resolvemos que eu e ele íamos pra casa da minha mãe (um literal grito: “Manhêêêê”) todos os dias, pois assim teríamos companhia pras horas difíceis e mais colos pra ajudar…ehehehe
Nessa fase eu estava um caco, não tinha ânimo pra nada – acho que meu blues puerperal se prolongou um pouco mais que o das outras mães…- e em meus piores momentos, me perguntava: “Meu Deus, o que eu fiz? Terei condições de cuidar desse anjoQue colocaste em meus braços?” some-se a isso as inseguranças com relação aos cuidados,- ” será que eu vou conseguir acertar, um dia? “, “Por que ele chora tanto? Será que não gosta de mim?” – juro, tudo isso passou pela minha cabeça…
mas Deus faz tudo perfeito… tenho o apoio de minha família, meu marido, amigos maravilhosos que sempre me ajudaram, ou tendo paciência infinita comigo, ou conversando muito, me distraindo, me chamando de volta pra vida (ei, você pode ir ao supermercado, à padaria, sabia? Você pode tomar um sorvete na pracinha enquanto ele tira aquela soneca mentirosa de 20 minutos…ehehehe).. e nós dois fomos crescendo, se entendendo, as coisas se acalmando e um belo dia… ele sorriu pra mim! Começou a me reconhecer como Mãe, e aí sim, eu passei a ter segurança. EU sou MÃE, a MÃE do Arthur. EU sei reconhecer pelo choro o que ele quer (de vez em quando rateio, claro, mas na grande maioria das vezes, a gente se entende), se está feliz, se está triste ou estressado. A gente se diverte juntos, brincando de cosquinhas, ou de marionete, assistindo desenhos juntos, e acima de tudo, a gente se completa – não consigo mais me imaginar sem ele em nosso mundo, ele é o centro do nosso universo, se saímos sem ele, tudo nos lembra ele, um brinquedo, outro bebê, uma música… é maravilhoso!
Amiga, um conselho: perdeu a paciência? Não se martirize. Lembre-se que apesar de ser Poderosa, você ainda é humana, e tem limites. então, se seu bebê começar a chorar de madrugada e você estiver cansada, insone, com enxaqueca… desconte no marido! (brincadeira, amor!) Na maioria das vezes ele mesmo vai chamar sua atenção pra ele, pedindo calma, ou perguntando porque você está tendo um chilique… Infelizmente ele vai ser a vítima, porque o bebê pode te virar do avesso, que você vai é achar graça (quem diria que eu ia ficar feliz de acordar às cinco da manhã e vê-lo sorrindo no berço pra mim? Claro que fico mau-humorada o resto do dia, mas o sorriso dele é uma ducha de alívio pro estresse. Quando isso acontece, tiro-o do berço, troco a fralda, ligo a tv no Thomas e seus amigos, coloco-o na minha cama rodeado de travesseiros e tomo um belo banho…
Muitas vezes me peguei chateada comigo mesma por ter emoções tão conflitantes, mas a cada dia, percebo que isso é normal, faz parte de ser humana.
A receita? Jogar fora o que é ruim e partilhar o amor . Cuidar. Amar. Amamentar. E crescer com ele, dia após dia.
Beijos!













