Blog Archives

Ser Mãe é…

DSC00847

Estava eu no blog da minha M’Aninha, dando pitaco nesse post aqui e desandei a fiolosofar (meu cunhado Fábio que não me ouça, eeheheheh…) sobre ser mãe.

Eu queria muito ter um filho, estava há cinco anos tentando engravidar, até que um dia, sem que eu esperasse, Arthur chegou. E passou nove meses dentro da minha barriga. Tive enjôo, queda de pressão, dor na coluna, muito sono, preguiça e fome… lá pro final da gravidez, apareceu uma alergia terrível, eu me coçava inteira e me GO disse que ia passar quando Arthur nascesse… bom, não preciso dizer que não tenho saudades da barriga, né? E por favor, não me crucifiquem! Ótimo pra quem tem saudades da barriga, parabéns mesmo! eheheheh

Eu estava mais interessada no “pãozinho” como dizem os norte-americanos (sim, baby, os brasileiros também são americanos, ou melhor, sul-americanos). Fui pra faca, e ele nasceu. A maior emoção da minha vida. Eu chorava junto com ele, quando o médico o mostrou pra mim (o comentário do dito cujo, quando fez a entrega: “Que sacudooo!!!!” – no comments…) – e ali estava, meu anjo, um sonho realizado, um bebê real, não mais um bebê idealizado. E eu, pronta pra cuidar dele, como se Deus tivesse ligado um botãozinho aqui dentro e desativado a nerd-que-passava-horas-na-net-ou-lendo-ou-desenhando-ou…

na primeira noite, o primeiro susto: ele chorou de 23h às 5h da manhã… minha mãe estava comigo (sim, M’Aninha, a gente passa a ver nossa mãe com outros olhos, é incrível!), e após muita tentativa e erro, ela achou que ele poderia estar assado. Providenciou a pomada e aplicou.. ele apagou em seguida!

A partir dos 21 dias, Arthur chorava todos os dias de 16h as 22h… nessa época eu ainda ficava em casa com ele, e confesso, tinha medo de ficar sozinha com ele… eu simplesmente piro o cabeção quando ele desata a chorar, até hoje (ele está com seis meses!!). Então, um dia, resolvemos que eu e ele íamos pra casa da minha mãe (um literal grito: “Manhêêêê”) todos os dias, pois assim teríamos companhia pras horas difíceis e mais colos pra ajudar…ehehehe

Nessa fase eu estava um caco, não tinha ânimo pra nada – acho que meu blues puerperal se prolongou um pouco mais que o das outras mães…- e em meus piores momentos, me perguntava: “Meu Deus, o que eu fiz? Terei condições de cuidar desse anjoQue colocaste em meus braços?” some-se a isso as inseguranças com relação aos cuidados,- ” será que eu vou conseguir acertar, um dia? “, “Por que ele chora tanto? Será que não gosta de mim?” – juro, tudo isso passou pela minha cabeça…

mas Deus faz tudo perfeito… tenho o apoio de minha família, meu marido, amigos maravilhosos  que sempre me ajudaram, ou tendo paciência infinita comigo, ou conversando muito, me distraindo, me chamando de volta pra vida (ei, você pode ir ao supermercado, à padaria, sabia? Você pode tomar um sorvete na pracinha enquanto ele tira aquela soneca mentirosa de 20 minutos…ehehehe).. e nós dois fomos crescendo, se entendendo, as coisas se acalmando e um belo dia… ele sorriu pra mim! Começou a me reconhecer como Mãe, e aí sim, eu passei a ter segurança. EU sou MÃE, a MÃE do Arthur. EU sei reconhecer pelo choro o que ele quer (de vez em quando rateio, claro, mas na grande maioria das vezes, a gente se entende), se está feliz, se está triste ou estressado. A  gente se diverte juntos, brincando de cosquinhas, ou de marionete, assistindo desenhos juntos, e acima de tudo, a gente se completa – não consigo mais me imaginar sem ele em nosso mundo, ele é o centro do nosso universo, se saímos sem ele, tudo nos lembra ele, um brinquedo, outro bebê, uma música… é maravilhoso!

Amiga, um conselho: perdeu a paciência? Não se martirize. Lembre-se que apesar de ser Poderosa, você ainda é humana, e tem limites. então, se seu bebê começar a chorar de madrugada e você estiver cansada, insone, com enxaqueca… desconte no marido! (brincadeira, amor!) Na maioria das vezes ele mesmo vai chamar sua atenção pra ele, pedindo calma, ou perguntando porque você está tendo um chilique… Infelizmente ele vai ser a vítima, porque o bebê pode te virar do avesso, que você vai é  achar graça (quem diria que eu ia ficar feliz de acordar às cinco da manhã e vê-lo sorrindo no berço pra mim? Claro que fico mau-humorada o resto do dia, mas o sorriso dele é uma ducha de alívio pro estresse. Quando isso acontece, tiro-o do berço, troco a fralda, ligo a tv no Thomas e seus amigos, coloco-o na minha cama rodeado de travesseiros e tomo um belo banho…

Muitas vezes me peguei chateada comigo mesma por ter emoções tão conflitantes, mas a cada dia, percebo que isso é normal, faz parte de ser humana.

A receita? Jogar fora o que é ruim e partilhar o amor . Cuidar. Amar. Amamentar. E crescer com ele, dia após dia.

Beijos!

Fuga pro cafezinho (eca) e desabafo

EU e a fuga pro café

Hoje é um”daqueles dias”… não chega a ser um dia de cão, mas que tá um porre, ah, isso tá…
Sabe o que é você não conseguir fazer nada por causa do telefone??? Isso mesmo! Fiquei de 9 a meio-dia só atendendo essa porcaria, não consegui fazer absolutamente NADA aqui no escritório… NÃO, não é TPM, ok??? É aquela mesma história, a escravidão do tempo que não existe… aliás, essa história de tempo x qualidade de vida tem martelado na minha cabeça já há um tempão. Até escrevi sobre isso na minha lição de inglês (estou chique, bem! Vortei pro ingrês!), como as facilidades tecnológicas nos dão e roubam tempo, pois a partir do momento em que as usamos pra ganhar tempo, fazemos a besteira de arrumar mais alguma coisa pra ocupar esse tempo… digo besteira, porque quanto mais penso no tempo que dedico a coisas que não são minhas ou da minha família, mais chego à conclusão de que estou perdendo esse tempo… me estresso, corro atrás, fico doente… e pra que? Pra que correr tanto?? Estou decidida a mudar: fazer as coisas com calma, sem correria, sem gastrite, sono atrasado e etcs… quero mais qualidade de vida, menos cansaço e estresse… acho que eu mereço, não??
Beijos!

Em tempo: detesto café.

O Tempo e o Tempo que não temos

EU e o tempo

Bom dia!
Nesses tempos em que o tempo é coisa escassa, a pior coisa que existe é perder tempo…
essa semana passei por duas experiências que me irritaram bastante (como isso fosse difícil..ahuahuaha): a primeira, na quarta-feira, fui ao médico na hora do meu almoço (por causa do que? Do tempo, claro!!), e entre deslocamento, consulta e deslocamento, já estava em cima da hora de voltar pro escritório. Olhei o relógio (do celular, não uso relógio há quase vinte anos, fui roubada duas vezes…) e vi que ainda tinha uns 15 minutinhos antes do “deadline”. Resolvi ir à farmácia orçar as fórmulas que o Dr passou. Pois bem, a menina me segurou os dez minutos, marretando o teclado do pc, procura daqui, procura dali, e quando finalmente resolveu chamar a supervisora, esta me disse que não trabalhava com os componentes de uma das fórmulas, e um componente da outra estava em falta. Olhei pra duas, e não me segurei: “Putz, vocês me seguraram aqui 10 minutos pra dizer que não têm o remédio?? Valeu, obrigada pela perda de tempo!”
Você pode até achar que exagerei, mas caramba, eu estava sem almoço, com sede, calor, estressada, segurando uma sacolinha com o meu “lanche” – um quibe que rescendia à distância…um horror!! hauhauhuaha – hoje em dia não se deve “enrolar” um cliente por tanto tempo! Trabalho com sistema online, quando vejo que vai demorar, já dispenso o cliente, prometendo ligar assim que o sistema resolver funcionar… a outra experiência foi hilariante, mas fiz questão de mostrar meu desagrado… voltei a estudar inglês essa semana. Na segunda-feira, paguei o semestre (hoje em dia é assim, né? Você paga tudo de uma vez, haja talão de cheques…que coisa…), paguei os livros e a atendente me prometeu os mesmos até o fim da semana…ontem, antes de sair do serviço, liguei, perguntei se meus livros estavam lá, e me confirmaram que sim. Oba! Estou indo aí pegá-los! Chegando lá, não eram os meus livros, e sim os de uma xará que estavam disponíveis. Meu sorriso já virou do avesso. A menina, então, em vez de me dispensar logo, pediu um minuto e se trancou num quartinho, pendurada no celular… nem contei o tempo que perdi lá, mas acredito que foram uns quinze minutos… já estava batucando o balcão, batendo o pé no chão, quando ela volta e explica que se confundiram, que meus livros não estavam lá, e que o único kit que tinha era de uma moça que ia fazer aula hoje, e que ela tinha comprado os livros em dezembro!! Ah, não aguentei: “Jesus!! Meus livros não vão demorar isso tudo, vão??”
O senhor que varria a recepção deu uma risadinha e continuou varrendo..eheheh me deu vontade de rir com ele… mas tinha que manter as aparências. A menina, totalmente descomposta, gaguejou, e disse que talvez (TALVEZ) na segunda-feira estejam disponíveis, e pediu mil desculpas. Mais uma vez, mandei: “Tudo bem, só me chateia o tempo perdido” – dei meia volta e fui pro carro.
O que me irritou mais não foi o erro, e sim, a perda de TEMPO. Por que não falou logo que houve um engano e pronto?? Não, ela se pendurou no celular pra tentar resolver, rodou a sala toda, olhou um monte de ficha, trancou-se de novo…afe!

Não sei, posso estar errada, mas cada minutinho que me permita prazer e qualidade de vida, ao lado do meu marido e meus gatinhos, vale muito a pena. Perdê-los com bobagem me tira do eixo… mas valeu pela risada do zelador,tento cumprimentá-lo desde a primeira ida à Escola, mas ele está sempre se esquivando, de cabeça baixa. Tenho certeza que na segunda-feira, ganho um cumprimento!!!

Beijos!

Related Posts with Thumbnails
Copy Protected by Chetans WP-Copyprotect.