Oi…
Estou sumida, né?
É.
Quem me conhece sabe que sou muito, mas muito emocional, vidrada em rotina (principalmente no que se refere ao Arthur) e também uma pessoa que tende a ver sempre o copo “meio vazio” ao invés de “meio cheio” – maridão que o diga, coitado!
Eu tenho pensado muito esse tempo que ando sumida do blog . Não é só falta de tempo não, apesar de ele estar bem escasso, cuidando da casa, do filhote, a confeitaria engatinhando a passadas firmes… meu emocional anda meio fora do eixo, e claro, a maldita mania de ver o copo “meio vazio” não tem me ajudado muito.
Explico:
Desde meados de agosto estamos enfrentando uma fase complicada na alimentação do Arthur. Ele parece ter enjoado de comer. E cada dia a coisa rola de um jeito diferente (alô, rotina!! Cadê você, meu Deus?!). Um dia ele come super bem, no outro, dá três colheradas e tranca a boca, num terceiro, ele abre o berreiro (leia-se BERREIRO, parece que tem alguém matando o menino) só de me ver pegar a panela, num quarto dia só quer leite… meu psicológico está em frangalhos, eu choro, imploro, rezo, faço comidas diferentes, papinhas, ele chora, berra, joga tudo longe… e assim tem sido.
Arthur? Saudável, forte como um touro, e crescendo a olhos vistos, mesmo nessa situação surreal que vivemos. Em dois dias, ele passou a alcançar o botão mais alto da tomada do ventilador, está desenrolando a língua a cada hora que passa – já fala frases de três palavras! E repete quase tudo que falamos, sem contar que está um menino lindo de viver, fofo, carismático e delicioso! Não é um menino gorducho de ter dobras nas coxas, mas está bem forte, com coxas e pernas grossas, e tem energia de sobra!
E você deve estar se perguntando: “mas o que essa louca quer, afinal?! Está reclamando de que?”
E EU te respondo: Sou Mãe. Ver meu filho, que antes batia pratos de mini-caminhoneiro, chorar porque não quer a quarta colherada, me apavora. Tem dias que ele rejeita até mesmo as coisas que mais gosta, como chambinho e meus cupcakes… e isso me desmonta por dentro. Sério, não tenho estrutura pra isso, por mais que ele esteja saudável, alegre e disposto, ele NÃO está comendo direito. A pediatra disse que era superalimentação, mandou cortar o mucilon da mamadeira e prescreveu uma dieta (mas hein?!!) que não funcionou, ele detesta o leite puro, e mesmo com redução do leite matinal, ele não aceita almoço normalmente…
Enfim, tudo isso me deixou abatida, passei um bom tempo sendo meio robô, fazendo as coisas no automático, só querendo chorar e tentando achar uma solução pra isso que acontece com meu filhote. Mas um dia a ficha cai, e você percebe que tem uma família linda, um marido maravilhoso, com uma paciência de Jó, um filho delicioso, que se desenvolve a olhos vistos, uma mãe maravilhosa que larga tudo ao primeiro choro da cria e vem correndo dar colo, amigas lindas, que sempre têm uma palavra de apoio até mesmo nas nossas piores pirações, e se pergunta: “Mas que m@#$ que eu to fazendo?! Com essa vida maravilhosa, eu ainda acho que o copo ta meio vazio?! Acorda, criatura, vai viver!”
E é com esse propósito que eu estou reaprendendo a ser EU mesma – olhar a vida com mais alegria, ver o copo meio cheio SEMPRE e contar até dez quando uma colherada de comida voar a metros de distância ou ouvir um sonoro “QUÉ NÃO!” quando eu oferecer o papá. E EU vou conseguir, ah, se vou!!
Beijo grande!! Estamos de volta!!















