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O Primeiro dia do resto de nossas vidas…

29 de janeiro de 2009 – 8h00m

Deitada na maca no centro cirúrgico, eu aguardava. O anestesista estava atrasado. Meu obstetra chamou então, outra anestesista. Ela se aproximou, me deu bom dia, e explicou como seria o procedimento: eu ia me sentar “enrolada” pra ela poder localizar o ponto onde aplicar a anestesia peridural. Expliquei que tenho uma protrusão discal na lombar, e ela me pergunta:

-”Em que altura”? – Putz, não lembro.

- “Hum, entre a s3 e L4, algo assim”. – Ela me olha desconfiada e começa a cutucar minha  coluna na região da lombar até eu reclamar.

- “É aí que dói”?

- “Hum-hum.” -  depois disso, tomo umas três agulhadas doloridas até ela acertar o ponto e aplicar a bendita anestesia. eles me deitam, amarram meus braços e fico mais um tempo esperando a anestesia “pegar”. Minha cabeça está vazia, por incrível que pareça. Depois de cinco anos tentando engravidar, finalmente vou ter meu filho nos braços. Nenhum medo me incomoda. Nem a demora. Nem o tubo chato que enfiam no meu nariz. Parece que fui anestesiada por completo.

Então, finalmente começa: O Dr Borneo chega, com a pediatra e uma enfermeira do lado, e começa o procedimento. Me dá vontade de rir, me lembro dos episódios de “Grey’s Anatomy” em que os cirurgiões discutem de tudo, até sexo, na frente do paciente que estão operando. Mas meu obstetra é discreto, fala aos cochichos com a enfermeira. De repente, ele me avisa: Vai ser agora, querida, vou te sacudir um pouco. Sacudir? Ele me chacoalhou, isso sim! Me deu vontade de rir novamente, ele me chacoalhava tanto, que parecia que Arthur estava colado dentro de mim! Depois de mais uns sacudões, ele grita:

- Pronto! Nossa, que sacudoooo!! -  filho, desculpa, mas era grande mesmo…ehehehehe – acho que Arthur não gostou do comentário, e abriu o berreiro, e minha ficha finalmente caiu: – “Caramba!! Ele está aqui! eu sou Mãe!!”

Dr Borneo trouxe meu filhote pra perto de mim e eu senti aquele momento mágico: meu filho, aos berros, ao ter seu rostinho encostado no meu, parou na hora de chorar… e aí quem abriu o berreiro fui eu. Ali estava, do meu lado, vivo, respirando, perfeito, o sonho que acalentamos por tantos anos. Nosso amor vivo, transbordado, em forma de uma pessoinha gorducha e encantadora.

Hoje, um ano depois, meu filhote já anda, fala bebelês, reconhece a família e os objetos, e me encanta cada dia mais! Sua capacidade de raciocínio fica cada dia mais afiada e ele, ousado que é, já quer correr, subir nas coisas e explorar tudo que vê pela frente… ehehehehe

Eu posso dizer que a Maternidade me trouxe profundas mudanças – estou mais paciente (Ê, estou sim, podem acreditar, ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas melhorei muuuitoooo), menos ansiosa e muito, mas muito apaixonada pela vida. Sabe aquela coisa de lição de vida, que a gente precisa passar por um momento muito especial pra começar a amar as pequenas coisas?  Está certo que eu choro por qualquer coisa (já era chorona, hoje sou mais…ahahaha),tudo me emociona, mas é uma emoção boa, saudável, que me faz muito bem…

Estou infinitamente mais feliz e completa, sim, existe cansaço, noites mal-dormidas, dores na coluna, impaciência, mas cada sorriso dele compensa toda e qualquer dificuldade… ver uma criança crescer, desenvolver-se, interagir com o mundo ao seu redor é simplesmente divino!

E estou apaixonada pelo meu marido como pai. Amo vê-lo namorando nosso filho, o sorriso em seu rosto, o amor transbordando dos olhos, o zelo que ele tem para com Arthur e para comigo… amor, te amo hoje mais que ontem, e amanhã te amarei muito mais!

Enfim, Sou Mãe. A Mãe do Arthur – a pessoa mais babona e feliz desse planeta!

Beijo grande!

Um Ano!

Um Ano!

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Tempo, tempo, tempo…

Cadê o tempo?

Cadê o tempo?

O telefone do escritório toca:

- “Myxztplick,  Boa tarde.”

- E aí, esqueceu do teatro? – Papai me lembrando muito delicadamente que eu ainda não entreguei a edição do vídeo da peça que ele escreveu  no final do ano passado e apresentou, no qual Arthur fez uma participação super especial, antes, durante e depois da peça…ehehehe

- Esqueci não, não tive tempo de mexer nele (nem nas fotos antigas que ele me pediu pra consertar, nem no desenho de 1987 (!!!) que ele achou numa daquelas faxinas poderosas de fim-de-ano, sabe?

Resumindo, “tempo” não existe no meu calendário.

Semana de fechamento de vendas no serviço, é um tal de “não comprou? como?” -  “fulano, cadê as remessas?” – “Beltrano, como ainda não fechou a área??” – e por aí vai…

Filhote faz aniversário sexta-feira, e nas poucas horas que consigo ficar acordada à noite, estou nos preparativos finais da festinha, que vai ser no sábado. Encomendei todos os comes e me joguei de cabeça na decoração (surpresa!! Depois da festa posto tudo, o que fiz, o que não fiz e o que o Príncipe ganhou, ok?), que espero, fique bem legal…eheheh

Em meio a tudo isso, Arthur resolveu acordar duas vezes por noite pra mamar – pasmem! – duas mamadeironas de 240ml, uma à meia-noite e outra às 5h da manhã (buaaaa…eheheheh). Janta que nem um leãozinho, bate um prato daqueles de estivador, sabe? Isso às 18h30m, às 21h, uma mamadeira de 210ml, mais essas duas monstrinhas da madruga. Como diz o vovô Salvador, “Ele não é fraco, não!” hauhauuahuhauah

Entre pedidos de “ab” (água), sobe-e-desce do sofá, brincadeira de descansa-nenê, e muito colinho pra matar as saudades no fim-de-semana, eu paro – e me emociono. Meu filhinho está crescendo. Ele não quer mais dormir agarradinho, só precisa da minha companhia ao seu lado na hora de dormir. Anda a casa toda, futucando tudo e falando com todos. Aprendeu a desligar a tv – só liga quando quer – e está fascinado pelo banheiro e pela área de serviço.

Assim têm sido nossos dias, corridos e emocionantes.

Semana que vem, eu volto!!

Ah sim!

Recebi os mimos das promoções Artes da Luci e EU Hoje!

Obrigada, queridas, Rebeca e Luci, assim que eu voltar pra casa fotografo e faço dois posts especiais pra vocês!

Beijo grande!

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As Primaveras da minha Vida…

Aniversário

Hoje é meu aniversário.
34 anos.

Olhando pra trás, vejo tanta coisa, muitas alegrias, muitas tristezas, muitas realizações, pessoas amadas que se foram, pessoinhas que chegaram e já consquistaram seus lugares em meu coração.
Lembro dos 9 anos, quando eu queria muito chegar aos 15, e poder fazer tudo que via minhas primas mais velhas fazerem…ahahahaha Aí, aos 15, queria chegar aos 18, pra poder “ser dona do meu nariz”, e fazer o que quisesse, sem dar satisfações a ninguém…hoje, me assusto ao ver que alguns de meus ídolos são mais novos do que eu…ahuahuhauhuah
A vida é cheia de sonhos de auto-afirmação, do “eu posso”, “eu quero”, “eu sou”, mas o mais importante mesmo, é VIVÊ-LA. Sorria, chore, grite, esperneie, absorva tudo que ela pode lhe dar! Não tenha medo de curtir um desenho animado, de dar gargalhadas lendo “Turma da Mônica”, de curtir um “The Sims”, de amar, sem preconceitos, sem barreiras, sem vergonha de dizer “eu te amo” na frente dos outros, sem vergonha de beijar gostoso na rua, de dar “aquele” sorriso pro bebê que faz gracinhas no colo da mãe, ou de mexer no gatinho que vem por baixo da mesa no restaurante só pra te dizer “oi”.

E principalmente, aprenda com seus erros – isso é o mais importante. Caiu? Levante, sacuda a poeira, chore, extravase, mas levante-se, erga a cabeça e olhe adiante – a vida vai continuar.
Aproveite-a, tire dela o seu melhor, você veio ao mundo pra viver e aprender!

Tenho 34 anos.
Ainda sou uma criança, bagunceira, às vezes preguiçosa e muito teimosa.
Super caxias, responsável e batalhadora.
Já achei alguns cabelos brancos.
Estou com um corpinho de 20 ( :D )
E ainda quero muito viver, chegar no mínimo aos 90, como minha avó!

Amanhã? Estarei mais sábia que hoje.

Um beijo grande pra você que parou aqui pra ler.

Carpe Diem!

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