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Além da Vida – EU vi!

Três pessoas têm contatos com a morte de forma diferente, e claro, um dia, cruzarão o caminho umas das outras.

Premissa super interessante, né?

Marie, uma jornalista francesa, sobrevive a um tsunami na Indonésia (cenas incríveis, somos arrastados pelas águas junto com ela), e vive uma experiência de quase morte. Isso mexe muito com ela, fazendo-a questionar o próprio sentido da vida.

Marcus, um adolescente londrino, sofre com a perda de seu irmão gêmeo, Jason, e passa a procurá-lo “do outro lado” de todas as formas possíveis.

George é um operário norte-americano que tem o dom da vidência, ele vê e fala com os mortos. Já ganhou dinheiro com isso (oi?) e hoje, evita ao máximo usar seu dom, que muitas vezes o coloca em situações bem complicadas (“Saber muito sobre uma pessoa pode não ser bom”).

Passamos o filme todo acompanhando as vidas dos três, cheias de dificuldades, tristeza e passividade. É como se só fossem conseguir voltar a viver após se encontrarem (há! Matou a charada?!)

Bem, reconhecemos o toque de  Clint Eastwood, mostrando de forma muito tocante a delicada situação de pessoas que passam pelo que os seus protagonistas passam, mas afe, que filme arrastado… e a meu ver, faltaram algumas amarras. você termina o filme aliviado porque ele terminou, e sem todas as respostas que queria.

Não é um dos melhores filmes do mestre, e olhe que amo todos os trabalhos dele como diretor!

Em resumo, passe longe, é muita chatice pra desperdiçar sua tarde de domingo!

Beijo grande!

Tropa de Elite 2 – EU vi!

Este fim de semana assistimos “Tropa de Elite 2″. Adorei.

Assisti o primeiro no cinema, de olhos fechados, 99% do tempo (o jogo nervoso de câmera atacou minha labirintite), e marido quis ir embora, mas eu disse: “Não, to adorando, e dá pra “assistir” de olhos fechados” :lol

Tudo ali me impressionou, a história, o Capitão Nascimento (me desculpem os defensores dos direitos humanos, mas assassino e estuprador não pensa nisso na hora de cometer seus crimes, ou vocês acham que pensa?!), a força passada pelos diálogos crus e pesados e a sensação de que justiça existe, mesmo que seja em película. Até hoje a música tema me arrepia, me dá uma sensação (ainda que falsa) de segurança e de que nem tudo está perdido. Na época do primeiro filme, trabalhava no mercado de vídeo,  e antes mesmo de começar a oferecer o filme às locadoras, já travávamos uma mega batalha contra a pirataria – a empresa que autorou o dvd “vazou” o filme para os pirateiros – uma beleza, né? Mas nada impressionante, num País em que a autoridade máxima já alardeou aos quatro ventos que assistiu a uma cópia pirata de um filme de produção nacional…

Mas enfim, “Tropa de Elite 2″. Anos após ter se separado da esposa, o Coronel Nascimento está de volta. Comandante Geral do BOPE, sua vida dá uma reviravolta após um quase enlouquecido capitão Matias desobedecê-lo e comandar um massacre no Presídio Bangu I. Prestes a ser exonerado, Nascimento é alçado ao posto de herói pela população, que acredita que “bandido bom é bandido morto” ( você não acha?!), o que não deixa aos politiqueiros de plantão outra opção a não ser premiá-lo pelo feito, alçando-o ao posto de Subsecretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. E o bode expiatório passa a ser o Capitão André Matias, magistralmente interpretado pelo André Ramiro – que em determinado ponto do filme se vende ás milícias para poder voltar ao BOPE – e paga um alto preço por não se deixar corromper totalmente.

O Cel Nascimento consegue trazer o BOPE (desacreditado e desestruturado) de volta às origens, e acaba com o tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro. Mas acaba gerando um inimigo ainda maior e mais forte: as milícias, que passam a ser a base financeira da politicalha que manda no País. E ele descobre, talvez tarde tarde demais, que seu inimigo agora é outro…

É um filme que desnuda  a corrupção política e moral que assola nosso País. Sem medo de dizer o que todo mundo pensa, e cutucando com sutileza (Qualquer semelhança com a realidade é apenas uma coincidência. Essa é uma obra de ficção“). No decorrer da história dá até um medinho que o Cel Nascimento se renda ao cansaço, principalmente quando ele percebe quem é o real inimigo e seu filho fica entre a vida e a morte no hospital.

Mas ele é um guerreiro, e vai até o fim na luta , entregando tudo e todos numa CPI aberta pelo até então seu maior inimigo: um defensor dos direitos humanos que o critica o tempo todo e ainda por cima se casou com sua ex-mulher! No final da história, chega a ser bonita a união dos dois, finalmente em busca de um interesse comum.

Denso, frio e realista, é um dos melhores filmes que já assisti (tudo bem, um “pouquinho” atrasada, mas assisti!!). Terminei o filme de alma lavada – e triste, porque o Cel Nascimento só existe na ficção.

Beijo grande!

 

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