Arthur está dodói.
A coisa começa mais ou menos assim: passa o dia enjoadinho, reclama de tudo, nada está bom, quer tudo e não quer nada. Lá pelo fim do dia, a famigerada febre aparece.
E dura três dias. Exatinho.
Deve ser por isso que os pediatras recomendam só levar ao médico após o terceiro com dia com febre, porque aí, o negócio estará pegando mais embaixo.
Três longos dias tentando fazer a cria se alimentar e ter que se contentar em vê-lo almoçar dois danoninhos, ou um pedaço de bolo – ou isso, ou assisti-lo arrancando a fralda pela cabeça diante de um prato de comida. (E você querendo se atirar pela janela…)
Três longos dias ajudando-o a “encher a fralda”, porque, não comendo direito, o pouco que sai, sai que nem uma pedra. (E você deita o bichinho, e aperta a barriga, massageia, dobra as perninhas, enfim, vira do avesso, tentando acabar com aquele suplício).
Três longos dias entrando no quarto durante as sonecas da tarde, que ficam extremamente longas, pra ver se ele está respirando, se está tudo bem. (Ué, mas você não queria que ele dormisse bem??)
E no quarto dia, a febre vai embora, e ele pede comida (amém!!), e você fica feliz, achando que tudo acabou…
até que a noite chega, e ele fecha a boca de novo.
No dia seguinte: coriza, nariz entupido e tosse.
Você, pra lá de cansada, arruma forças sabe-se lá de onde pra encarar mais um período punk.
E entre espirros na cara (prepare-se, você é a próxima!), inapetência e crises de birra simplesmente estratosféricas, você perde a paciência. Começa a brigar com a cria como se tivesse a idade dela e se ressente quando ele diz que não quer você (claro, sua burra, você está brigando com ele!) e quer o papai, que está no banho. Papai chega, você sai do quarto, e… adivinha só quem vem te fazer companhia: A Dona Culpa, lembra dela?
Essa ingrata se instala e você se sente super só e a pior das mães.
E é isso, é assim que me sinto nesse exato momento.
Mãe de merda e cheia de culpa por ter perdido a pouca paciência que ainda me restava.
…
Mas vai passar.
Sempre passa.
Lembro que quando eu era criança e pegava essas viroses brabas, meu pai punha meu colchão do lado da cama deles e cuidava de mim a noite toda, dando remédios, medindo a temperatura. Me sentia tão segura! Espero que mesmo com as brigas, Arthur também se sinta assim, seguro e aconchegado.
Beijos.
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Mana, como você disse, seu pai ficava a noite toda.
Isso pq a mãe já tava cansada, estressada, chegou no limite.
Precisava então descansar, ficar um pouco longe da situação para manter um minimo de equilibrio mental.
Pai fica o tempo todo na rua. Pode estar cansado do trabalho mas a situação é diferente.
Ou seja, somos todos seres humanos com limites.
Querer que o filho nos veja como "supermães" não é legal, pq um dia irá se decepcionar.
Quanto a comida relaxa. Normal perder o apetite e não fará nenhum estrago se ficar assim por pouco tempo.
Para nossa "defesa" procure fugir das situações de risco de pirraças, birras, etc.
Assim todo mundo sobrevive as viroses. Rs
Beijão!
My recent post Vai uma gelatina aí?
A gente esquece desse fator supermãe de vez em quando, né? Graças a Deus passoum estamos todos melhores e mais calmos. Brigadim pela força, Maninha!!
Hã, é mais ou menos isso, é porque o pai é PHODÃO mesmo !!!!!!
Modestooooo…
Oi querida……fica assim não, como a My comentou acima, a gente precisa sim de um respiro e nessas horas temos que contar com a ajuda do pai. Não se culpe, ninguém é de ferro.
Beijo grande,
é, eu sei…o mais engraçado é que a gente aprende isso já nos primeiros meses…mas depois esquece…ehehehe brigadão pela força, amiga!!