
culpa
s.f. Ato ou omissão repreensível ou criminosa; falta voluntária, delito, crime: pagar por uma culpa. / Responsabilidade por semelhante ato: não ter culpa do que fazem os outros
Fonte: Dicionário Aurélio
A culpa surgiu na minha vida a partir do momento que decidi ter um filho.
Primeiro, porque ele não vinha, foram cinco anos de tentativas e milhares de exames.
E então, ele veio.
E a culpa voltou a me rondar.
A gravidez, tão aclamada em prosa e poesia, foi ótima, super tranquila, sem sustos.
Mas foi cansativa, eu não tinha energia nenhuma pra nada, tive enjôos, dores de coluna, insônia por falta de posição na cama e prurido gestacional. Lá pela trigésima quarta semana, eu ansiava pelo parto – e me culpava. Era o momento mais sublime de minha vida, e eu já queria que acabasse?!
E ele nasceu. Lindo, saudável, foi uma coisa assim, pra lá de emocionante. Eu era Mãe, em todo o sentido literal da palavra, com meu filho nos braços, mamando com vontade, crescendo junto comigo!
Então vieram as cólicas, ou adapatação, ou o que quer que seja. Foram mais ou menos uns quatro meses de choro ininterrupto das 16h às 22h. Nada acalmava aquele pinguinho de gente, com 21 dias de vida, que chorava,chorava e chorava, sem descanso. Não havia banho de balde,colo, peito, oração, canção, música ou massagem que acalmasse. E a culpa veio, avassaladora. Eu me sentia a pior das mães, chorava junto com ele, tinha vontade de sumir – que diabo de mãe é essa que não serve pra acalmar o filho?!
A crise, assim como veio, passou. E voltei a trabalhar. E ela estava lá de novo, a Culpa, me rondando, me fazendo sofrer, deixando meu filho “de lado” pra trabalhar. Daí que passei a me sentir culpada, por chegar em casa à noite, querer descansar e não ter paciência pra um pequeno azougue, que solicitava muito minha atenção…
O tempo passou, nós crescemos, e parei de trabalhar – ah, SEM culpa! Feliz, mas muito feliz de poder estar com meu filho integralmente, acompanhando seu crescimento, fazendo sua rotina, podendo me desnvolver com ele!
Mas você acha que ELA me deixou?Não, ela continua me rondando. A cada momento que cuido da casa e deixo de brincar com ele, que faço a comida e ele fica me buscando na cozinha, que sento no pc e ele fica sentadinho no sofá vendo seus desenhos favoritos.
A cada perda de paciência e bronca mais dura, ela está do meu lado. Me fazendo sentir mal, me fazendo chorar por ter sido dura com meu filho.
Mas sabe? Cada vez que ele vem me abraçar, me dar um beijo gostoso, ou quando me faz um carinho na hora de dormir, ou agradece porque eu lhe dei um biscoito, eu vejo que estou no caminho certo. Sem exageros nem de um lado, nem do outro. Dando meu tempo disponível pra ele e ensinando-o a esperar, ter paciência, crescer.
E ela?
Bem, ela está aqui, do meu lado, esperando a próxima oportunidade de me cutucar.
E sabe o que mais?
Acho que nunca nos livraremos dela, nem mesmo quando nossos rebentos forem adultos e tiverem suas próprias famílias. Ela faz parte de nós, está dentro de nós. Cabe a nós, como mulheres e mães, não deixá-la tomar conta. Mantê-la dentro de seus limites e viver um dia após o outro, na incessante busca da felicidade.
Um beijo enorme!
Este post faz parte da Blogagem Coletiva Culpa Zero.
#culpazero #twitmaes #amigacomenta
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Amiga, seu post está incrível!
Liberdade já! Nada de culpa!
Vamos procurar momentos de alegria e relaxamento. rsrs
Beijocas!
Vivendo e aprendendo, né, amiga? Uma coisa que preciso aprender é isso, procurar sempre o lado bom das dificuldades…ehehehe
Beijos!
Adorei o seu post.
concordo, acho quenão vamos nos livrar da culpa. Mas devemos simviver felizes sabendo que fizemos o nosso melhor.
beijos
Chris http://inventandocomamamae.blogspot.com/
É, Chris, ela é nossa companheira constante, não importa se trabalhamos fora, ou em casa, ou dedicamos 100% do tempo aos filhos, ela arruma um jeito de nos cutucar…eheheh
Beijos!