
Clarissa
Os livros do mês de abril foram realmente um DESAFIO pra mim.
Depois de literalmente devorar “O Morro dos Ventos Uivantes” em três dias, achei que estava em grande vantagem. Para abril, eu havia selecionado dois livros que achei que eram uma grande novidade pra mim: “Diário de um Mago” – de Paulo Coelho, pois tenho esse livro na minha estante há alguns anos e nunca me senti compelida a lê-lo – ou qualquer outro livro dele, pode chamar de antipatia astral, ou o que quiser, mas o fato é que nunca me animei a ler Paulo Coelho. Cheguei a dar o livro “O Alquimista” pra minha mãe e nunca pedi emprestado (o que?!), e agora, escrevendo essa resenha, me dou conta que ela nunca comentou o livro comigo (adoramos trocar ideias sobre nossas leituras). O outro escolhido foi “Clarissa” de Érico Veríssimo, um autor que nunca havia entrado em minha estante, e cuja obra eu achava um pecado não conhecer.
Como tenho “Clarissa” em formato e-book, optei pelo “Diário”, pois tenho o livro e poderia lê-lo no sofá, na cama, etc. Comecei a ler e já achei estranho. Era um livro de fantasia ou uma biografia? As páginas se arrastavam e a cada uma lida, eu sentia mais e mais vontade de desistir. Me senti lendo um produto comercial, feito pra vender, e não pra entreter. Fui até a página 37 (what??!) e joguei a toalha. Os fãs que me perdoem, Mas Paulo Coelho não é pra mim, detestei MESMO. Parti pro “Clarissa”, e aqui realmente começa nosso mês de abril:
Tema: Escritores Latino-americanos
Mês: Abril
Sou a Cynthia, a Mãe do Arthur e mulher do Marcelo.
Moro em Vitória – ES
E você me encontra aqui:
e aqui:
http://baldedeareia.blogspot.com/
Em abril, eu li: “Clarissa “, de Érico Veríssimo – Editora Globo – 197 páginas
Passei do “chato” ao “delicioso”, depois voltei ao “chato”,e por fim, fiquei nostálgica…
Vamos ao fichamento:
O livro nos conta a história de Clarissa, filha de fazendeiros, que vai a Porto Alegre estudar e começa a descobrir a vida- simples assim.
Opinião pessoal:
Passei o livro todo esperando algo acontecer, e quando acontece, ele acaba – essa foi a chatice principal, na minha opinião.
Deliciosa (e um pouco confusa, a meu ver) é a descrição dos personagens, o autor detalha cada um de uma forma quase fofoqueira, me senti uma intrometida, conhecendo as particularidades de cada um, seus desejos secretos, suas tristezas, ambições (e também a falta de) e dúvidas.
Achei muito chata (assim como Clarissa, a certa altura) a repetição da rotina diária da pensão. Todos os dias, a mesma coisa, as mesmas situações, chegou a ficar cansativo. E por alguma razão que desconheço (não sei se cansaço, o final de março e começo de abril têm sido exaustivos, não estou dormindo direito ou se o autor fez isso propositadamente), eu tive uma dificuldade enorme de gravar os personagens secundários. Vira-e-mexe eu precisava voltar as páginas pra saber quem era o judeu, o Zezé, a Ondina, e a Belinha, um verdadeiro caos…eheheh
E por fim, a nostalgia me pegou. Érico Veríssimo descreve de maneira apaixonante cada sensação – desde o frio de Tonico ao final do dia, quando pedia à Tatá para recolhê-lo, ao cheiro de terra molhada pela chuva, ricamente detalhada. Ainda sinto o vento fresco da primavera, quando relembro essas passagens. Nesse quesito, ele me conquistou. Eu quase conseguia sentir o cheiro das flores ou o frescor de Clarissa após o banho, sensações deliciosas!
Enfim, apesar de todo o lirismo presente na obra, não me apaixonei. Pena. Talvez eu devesse me aventurar novamente, em outra ocasião, em meio a outros acontecimentos.
Nota: 3/5
Beijo grande, até maio!
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Ai, eu adoro o Érico, Clarissa realmente tem esse quê de as coisas só acontecerem no final, mas se quiser saber o que acontece com ela, com o Vasco, com o Amaro e povo da pensao, leia Música ao longe e Um Lugar ao sol. Sou sispeita, mas são excelentes! Bjos
.-= Aline Maziero´s last blog ..Primavera num espelho partido – Mario Benedetti =-.
@Aline Maziero, obrigada pela dica! vou ler sim, apesar de um pouco cansativa a narrativa, estou super curiosa pra saber o que aconteceu com eles… ehehehe
Beijo grande!
Oi!
Eu sou suspeita em falar de Érico, como nasci e fui criada em sua terra natal, visitar o museu e ler seus livros era tema de casa certo
Também acho que ele é muito detalhista!
Beijos!!!
@Bia, pro meu gosto, só o detalhismo mesmo que não agradou, mas como eu disse, adorei as sensações que ele descreve!!
E Arthur, como está? Beijo grande!
Eu adoro esse tipo de narrativa. Esse livro já está na minha listinha.
Amei a sua resenha.
Bjs!;)
@Nara, Obrigada, Nara! Beijo grande!
Eu sou apaixonada pela escrita do Veríssimo pai. Amo Clarissa. Saudades dos tempos juvenis de minha vida! Adorei sua escolha. Bons ventos literários em maio.
Beijos
.-= Vivi´s last blog ..Alice no País das Ilustrações =-.
@Vivi, obrigada pela visita! Bons ventos pra você também!
Parece bacana esse livro do Veríssimo, apesar de meio devagar. Boa resenha! E te congratulo por também não gostar daquela fraude, Paulo Coelho.
@Laura, obrigada! Nossa, estou me surpreendendo, achei que eram poucos os que não gostavam dele…ehehehe
Beijo grande!
Olá. Sou suspeita para falar de Erico Veríssimo, pois sou gaúcha e me criei lendo seus livros. Tenho Clrissa na estante e ainda não li, fica pra o ano que vem, pois nesse ano já estou bem encrencada com TCC e afins.
Beijos e bons ventos literários.
@Daniela, se você curte, leia sim! Apesar de ter curtido as sensações que ele descreve (na verdade, adorei!), achei que ficou faltando alguma coisa…ehehehe
Beijo grande!
Ah, e sobre Paulo Coelho, eu li alguns deles na adolescência tentando achar o que rinha de bom neles. Era sempre assim, le tal livro, é bom e tu vai gostar. Li a e detestava. Aí vinha outro e dizia que de outro título eu gostaria. Lia e nao gostava mais uma vez. Assim foi até a desistência total. Uma fraude terrível.
@Daniela, que coisa, né? Como pode ser tão aclamado e detestado ao mesmo tempo?! Taí, minha antipatia astral era justificada..ehehehe
Beijo grande!
Conhecendo o blog agora
Eu não li muitos livros do Erico e os que li foram na época de colégio e até gostei mas acho que teria que ler tudo de novo hoje em dia rs
Clarissa eu não li e não sei se iria gostar, estes livros que custa para acontecer alguma coisa não me empolgam muito.
Quanto a Paulo Coelho não dou conta! E já li e tentei e tentei em vários rsrs Brida eu gostei muito e aquele Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei, mas concordo com vc rs
bjooo
@Fernanda, seja bem-vinda!!
Eu não conhecia a obra de Veríssimo pai, apesar de não ter amado, pretendo ler outros livros dele, como os indicados pela Aline, lá no primeiro comentário – a curiosidade fala mais alto! eheheh
Beijo grande!
Oi!!! Minha Resenha para desafio do mês de abril tb foi Clarissa! Mas eu adoro Erico Veríssimo, os personagens, os livros, enfim… pois eu acho que ele narra bem, descreve bem os ambientes aonde cada personagem está escrito… e em Clarissa, para mim o mais interessante é a forma como ele mostra o mundo dos anos trinta pelos olhos da personagem principal… que apesar de ser um livro meio parado, as vezes melancolico pela tristeza e sofimento de alguns personagens, para mim é um livro que tem cor, um certo brilho… e como vc coloca, dá para certir as sensações…
Mas, de verdade, é muito legal ler sua opinião do livro e a forma como vc descreveu o livro…
Em uma coisa eu concordo com vc… Diário de um mago do Paulo Coelho é uma coisa horrorosa, mas do "O Alquimista" eu gostei bastante, a história é bem legal… acho que foi o único livro que eu realmente li dele e gostei, e olha que já li quase todos…
Bjus.
@Beli, estou indo lá ler sua resenha! Como eu disse, pretendo ler outros, fiquei curiosa com o que acontece com os personagens! Pois é, tenho "O Alquimista" também parado lá em casa, mas fiquei sem coragem de ler, com medo de que sejam todos iguais… quem sabe um dia? eheheh
Beijo grande!
Bom, eu tenho uma edição de "Clarissa" que é da década de 1970. Por um acaso muito estranho este livro veio parar em minhas mãos em 2008. Também tive a sensação de que faltava um algo mais al final da leitura. Dava vontade de saber o que houve com "Clarissa" depois que voltou para a fazenda. Se se casou, se tornou-se a mulher que o pianista pensava que ela se tornaria.
Mas quando li o prefácio que Érico Veríssimo escrevera para a história percebi que a culpa não era em si da história mas sim da primeira história tornada livro de um escritor até então novato.
Comecei a calcular a época em que o livro se passa, como também em que Veríssimo escrevera "Clarissa" e percebi que era seu primeiro romance completo. Sua primeira aventura pelo mundo da ficção.
Não que eu ache que a história não poderia render mais, mas perdoei o autor pois percebi que, com o tempo, ele melhoraria sua história. E foi isso o que acontece com, por exemplo, O Tempo e o Vento, que devorei em poucos dias.
Por isso adorei sua escolha e mais ainda sua opinião sobre a obra. Sinceridade com qualidade sempre vale a pena prestigiar.
Grande abraço pra ti!
.-= Stella´s last blog ..Resultado do Sorteio do Livro O Último Trem Para Istambul =-.