Monthly Archives: agosto 2009

Perdidos no Fuso Horário

eu e o fuso-horário

Arthur gripou.

Não, não é de novo. Na verdade, quando eu disse que ele hava gripado na semana retrasada, ele estava era entrando em estado gripal, tipo, alertando que ia ficar dodói. Ô dó! Ele teve uma febrinha durante uns três dias, e depois passou. Mas ficou a tosse, a cosntipação, os espirros e o narizinho entupido. Até que para pais de primeira viagem, acho que estamos tirando de letra, nada de desespero, muita calma e muito amor… Arthur tem acordado 2-3 vezes por noite, chorando. Ou porque está com o narizinho entupido, ou porque está com calor (como ele sua nesse estado!), ou simplesmente porque quer conforto. Mesmo com todos estes desconfortos, ele está bem ativo e esperto, brincando bastante e sorrindo, mas não quer saber de comer, não… papinha salgada e frutas, só umas bicadinhas… o leitinho, então, se deixar, é 50 ml a cada 5 horas (acreditem se quiser, 5h de intervalo, e não adianta oferecer antes disso, é briga na certa!). Depois de quase surtar com isso (sim, isso me tirou do sério!), desobri o canto do cisne: amamentar com ele dormindo. Esses dias todos ele tem pedido muito colinho. ele se aninha e começa a dormir, dou um tempinho, e pimba! Mamadeira pra dentro… aí lá se vão 150-180ml por mamada. Graças a Deus, assim ele não perdeu peso… mas eu quero mesmo é falar do fuso-horário. Hoje no escritório eu caí na risada, sozinha. Meu celular descarregou totalmente e fui carregá-lo. Tenho aqui um carregador antigo que serve, mas com um adaptador. Pluguei e nada. Pensei: “Caramba! ainda bem que não tirei o carregador da bolsa!” – aí o telefone do escritório tocou e me distraí. No meio da ligação, o celular começou a carregar, legal. Terminei  atendimento e fui pro armário, abri a bolsa e peguei o carregador… pra quê, mesmo?? Fiquei parada tentando entender pra que peguei aquele treco na bolsa… aí lembrei da história toda.. e lembrei que não ia precisar dele! E comecei a rir… estou totalmente deorientada, perdida no fuso horário do Arthur…ehehehehe acordo de madrugada e vou pro quarto dele acudi-lo, e preciso olhar o relógio umas três vezes, pra me localizar e descobrir se é hora da mamada, ou do remédio, ou da nebulização… a história do celular me lembrou uma outra história, quando alguém que amo muito “torrou” as mamadeiras do meu sobrinho, porque estava tão cansada que esqueceu delas no fogo… não se preocupe, M’Aninha, marido comprou um esterilizador de microondas…ahahahah mas outro dia quase queimamos um daqueles quibes ma-ra-vi-lho-sos do Baruk… colocamos em banho-maria pra aquecer e capotamos no sofá… acordei com o ‘shhhhh’ de água batendo na panela seca… mas não se preocupem, salvaram-se todos, inclusive o quibe… e fogão à noite, nunca mais! ehehehehehe

Acho que vou ter que entrar pro clube da cafeína…ehehehehe

Beijos!

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Ser Mãe é…

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Estava eu no blog da minha M’Aninha, dando pitaco nesse post aqui e desandei a fiolosofar (meu cunhado Fábio que não me ouça, eeheheheh…) sobre ser mãe.

Eu queria muito ter um filho, estava há cinco anos tentando engravidar, até que um dia, sem que eu esperasse, Arthur chegou. E passou nove meses dentro da minha barriga. Tive enjôo, queda de pressão, dor na coluna, muito sono, preguiça e fome… lá pro final da gravidez, apareceu uma alergia terrível, eu me coçava inteira e me GO disse que ia passar quando Arthur nascesse… bom, não preciso dizer que não tenho saudades da barriga, né? E por favor, não me crucifiquem! Ótimo pra quem tem saudades da barriga, parabéns mesmo! eheheheh

Eu estava mais interessada no “pãozinho” como dizem os norte-americanos (sim, baby, os brasileiros também são americanos, ou melhor, sul-americanos). Fui pra faca, e ele nasceu. A maior emoção da minha vida. Eu chorava junto com ele, quando o médico o mostrou pra mim (o comentário do dito cujo, quando fez a entrega: “Que sacudooo!!!!” – no comments…) – e ali estava, meu anjo, um sonho realizado, um bebê real, não mais um bebê idealizado. E eu, pronta pra cuidar dele, como se Deus tivesse ligado um botãozinho aqui dentro e desativado a nerd-que-passava-horas-na-net-ou-lendo-ou-desenhando-ou…

na primeira noite, o primeiro susto: ele chorou de 23h às 5h da manhã… minha mãe estava comigo (sim, M’Aninha, a gente passa a ver nossa mãe com outros olhos, é incrível!), e após muita tentativa e erro, ela achou que ele poderia estar assado. Providenciou a pomada e aplicou.. ele apagou em seguida!

A partir dos 21 dias, Arthur chorava todos os dias de 16h as 22h… nessa época eu ainda ficava em casa com ele, e confesso, tinha medo de ficar sozinha com ele… eu simplesmente piro o cabeção quando ele desata a chorar, até hoje (ele está com seis meses!!). Então, um dia, resolvemos que eu e ele íamos pra casa da minha mãe (um literal grito: “Manhêêêê”) todos os dias, pois assim teríamos companhia pras horas difíceis e mais colos pra ajudar…ehehehe

Nessa fase eu estava um caco, não tinha ânimo pra nada – acho que meu blues puerperal se prolongou um pouco mais que o das outras mães…- e em meus piores momentos, me perguntava: “Meu Deus, o que eu fiz? Terei condições de cuidar desse anjoQue colocaste em meus braços?” some-se a isso as inseguranças com relação aos cuidados,- ” será que eu vou conseguir acertar, um dia? “, “Por que ele chora tanto? Será que não gosta de mim?” – juro, tudo isso passou pela minha cabeça…

mas Deus faz tudo perfeito… tenho o apoio de minha família, meu marido, amigos maravilhosos  que sempre me ajudaram, ou tendo paciência infinita comigo, ou conversando muito, me distraindo, me chamando de volta pra vida (ei, você pode ir ao supermercado, à padaria, sabia? Você pode tomar um sorvete na pracinha enquanto ele tira aquela soneca mentirosa de 20 minutos…ehehehe).. e nós dois fomos crescendo, se entendendo, as coisas se acalmando e um belo dia… ele sorriu pra mim! Começou a me reconhecer como Mãe, e aí sim, eu passei a ter segurança. EU sou MÃE, a MÃE do Arthur. EU sei reconhecer pelo choro o que ele quer (de vez em quando rateio, claro, mas na grande maioria das vezes, a gente se entende), se está feliz, se está triste ou estressado. A  gente se diverte juntos, brincando de cosquinhas, ou de marionete, assistindo desenhos juntos, e acima de tudo, a gente se completa – não consigo mais me imaginar sem ele em nosso mundo, ele é o centro do nosso universo, se saímos sem ele, tudo nos lembra ele, um brinquedo, outro bebê, uma música… é maravilhoso!

Amiga, um conselho: perdeu a paciência? Não se martirize. Lembre-se que apesar de ser Poderosa, você ainda é humana, e tem limites. então, se seu bebê começar a chorar de madrugada e você estiver cansada, insone, com enxaqueca… desconte no marido! (brincadeira, amor!) Na maioria das vezes ele mesmo vai chamar sua atenção pra ele, pedindo calma, ou perguntando porque você está tendo um chilique… Infelizmente ele vai ser a vítima, porque o bebê pode te virar do avesso, que você vai é  achar graça (quem diria que eu ia ficar feliz de acordar às cinco da manhã e vê-lo sorrindo no berço pra mim? Claro que fico mau-humorada o resto do dia, mas o sorriso dele é uma ducha de alívio pro estresse. Quando isso acontece, tiro-o do berço, troco a fralda, ligo a tv no Thomas e seus amigos, coloco-o na minha cama rodeado de travesseiros e tomo um belo banho…

Muitas vezes me peguei chateada comigo mesma por ter emoções tão conflitantes, mas a cada dia, percebo que isso é normal, faz parte de ser humana.

A receita? Jogar fora o que é ruim e partilhar o amor . Cuidar. Amar. Amamentar. E crescer com ele, dia após dia.

Beijos!

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E Arthur desmamou…

papinha

É, aconteceu.

Arthur não quer mais o peito. Entre frutinhas deliciosas, papinha salgada, e a descoberta de novos sabores, ele deixou o peito de lado. E antes que as mais radicais culpem a mamadeira, não foi ela a culpada. Ele passou dois meses e meio mamando peito e mamadeira, tranquilamente, até que um dia… não quis mais o peito. sua última mamada foi na semana passada, na quarta-feira, às 23h. Mamou deliciosos 10 minutos (o tempo de sempre, desde que nasceu), e depois, não mais.

Fica uma saudade, do contato, do barulhinho gostoso dele mamando, dos resmunguinhos que ele dava quando estava no peito…

Fazendo um apanhado geral, posso dizer que amamentar é uma grande aventura, ou um gráfico, uma curva que começa negativa e vai ascendendo, tem o seu pico, e depois  começa a descer, até chegar no zero. Como mãe de primeira viagem, eu não sabia que bico rachava, que vazava, que doía amamentar. Na primeira vez que Arthur mamou no meu peito, senti uma queimação descendo pelo peito… era o reflexo de descida, uma sensação que nos acompanha em todo o período que amamentamos. Meus bicos racharam, ardiam, doíam, e o meu anjo mamava a cada duas horas. Tinha noite que eu dava de mamar chorando , mas perseverei , e dois meses depois, amamentar era um prazer. Vê-lo mamando, olhando nos meus olhos, soltando barulhinhos de saciedade… não tem emoção que se compare à de sentir-se provedora do alimento do seu filho!

Mas eles crescem, e com as cores e formatos, vêm os sabores, as descobertas, e algumas coisas passam a ser secundárias. Eu ainda ofereço o peito, mas ele nem dá atenção, quer brincar, ou comer papinha, ou ver televisão…ehehehe

Sempre me preocupei com a volta ao trabalho, tinha medo de não conseguir produzir o suficiente para armazenar e alimentá-lo até que se habituasse com a papinha, no primeiro dia de trabalho, cheguei em casa preparada pra ficar a noite toda dando peito pra ele, pois todo mundo dizia que ele ia matar as saudades dessa forma… qual o quê! Chegamos em casa, ele mamou e dormiu, até a próxima mamada,como sempre fez desde que nasceu.

Arthur é único, e especial, suas reações são diferentes da maioria dos bebês. Ele faz parte daquele 1% que faz tudo diferente… e não sei porque ainda me surpreendo, eu fui uma gestante que se encaixa nos famosos 1% diferenes da maioria das gestantes, também. Então, o que esperar do MEU filho?!

Enfim, um ciclo terminou.

Estou saudosa, mas feliz, porque meu filho está feliz.

Beijos!

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