Sabe aquela máxima que diz que “ser mãe é padecer no paraíso”?
Pois é, é a mais pura verdade.
Além de todas as transformações pelas quais a mulher passa durante a gestação, o carrossel hormonal continua funcionando após o parto.Confesso que eu nunca me senti tão frágil e fraca emocionalmente em toda a minha vida, e olha que costumo encarar as coisas de peito aberto, de frente, por mais medo que eu tenha.
Como todo recém-nascido, Arthur chora muito, não sabe como fazer pra dormir ou relaxar, e ainda tem as cólicas e refluxo… por outro lado, a mamãe dele (EU) ainda não descobriu como relaxá-lo, então quando ele quer se desligar do mundo através do berreiro, EU choro… junto com ele. Bom, pelo menos, nos ajuda a relaxar, isso é certo…ehehehehe depois do meu berreiro, eu me acalmo e começo de novo a tentar acalmá-lo. Mas já percebi que o choro vem com hora marcada: sempre às 9h-10h da manhã e entre 16h30m e 20h30m (este é o horário mais crítico, ele está cansado do dia, e à vezes a cólica dá as caras, e às vezes acontece tudo junto… Jesus me abane! ehehehe) – some-se a isso a fragilidade da mãe, e pronto!Vira uma festa de choro, a ponto de eu ficar apavorada quando penso em ficar sozinha com ele… mas depois, passa. Quando ele finalmente consegue relaxar e dorme nos meus braços, que nem um anjo, eu choro de novo… de felicidade por Deus ter nos abençoado com esse anjinho tão lindo, que sorri quando está satisfeito no peito, que ouve minha voz e começa a me procurar pelo quarto, que transmite uma Paz tão grande quando olha diretamente pra mim e que está se descobrindo aos poucos, é lindo vê-lo brincar com os próprios dedinhos, vê-lo descobrir o mundo através das cores do quarto dele, enfim, ele é tudo de bom!
O carrossel vai passar. E eu vou sair dele fortalecida e pronta pra criar esse filho lindo e maravilhoso que Deus nos deu!
Beijos!
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