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Uma Nova Estrela no Céu

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O dia hoje termina triste pra nós, mas com festa no Céu.
Dona Lourdes, minha avó querida, partiu essa tarde.
Guerreira com “G” maiúsculo, trouxe uma bagagem deveras pesada para essa vida – e, se não cumpriu as tarefas a contento (porque só o Pai pode julgar), certamente as encarou com dignidade e muita, mas MUITA coragem. Em toda a minha vida, e no tempo que convivi mais perto dela, NUNCA a vi murmurar ou se queixar das agruras que encarou – e acreditem, não foram poucas.
Não era de abraços ou apertos, era daquelas que amava com os olhos, com o sorriso. Seu sorriso era discreto, daqueles de canto de boca, sabe? Que eu adorava fazer aparecer, contando piadas e fazendo gracinhas. Seu olhar brilhava de orgulho das façanhas das netas, e adorava a casa cheia, quando então fazia baciões de pipoca pra turminha bagunceira. Me vestia de princesa, mandando fazer vestidos lindos, e me dava tamancos de madeira, também lindos, que eram uma tortura para os outros – eu desfilava pela casa, talaqueteando nos meus sapatos de princesa, enquanto Dona Lourdes observava, com aquele sorriso de canto de boca delicioso e lindo. De uma indulgência sem tamanho, tinha um coração gigante – tinha que ter cuidado, pois ela dava o que estivesse usando, se eu achasse bonito.
Saudades das tardes de princesa. De sentar em seu colo, enquanto ela mantinha uma conversa com as irmãs, filha e sobrinhas. De comer açúcar na colher, e dormir na sua cama, com o abajur de Nossa Sra Aparecida aceso, como um quadro, pregado na parede. De vê-la por as galinhas pra correr no quintal quando queriam me pegar (ahahah) e de cuidar de suas plantas. Tempo bom que não volta mais, mas que guardo com o maior amor no meu coração.
Vai com Deus, Vó Amada! Os teus te esperam, ao lado do Pai.
Um dia a gente se reencontra!

(Publicado originalmente em 19/12/2014, no Facebook).

Cadê a alegria que estava aqui?

O que faz a alegria mudar tanto?

Ou talvez a pergunta seja: eu conhecia bem o dono dessa alegria?

Acho que não. Tenho 40 anos, confesso que não convivi muito com ele, mas o pouco que convivi, especialmente quando criança, me fazia admirar essa pessoa. Eu gostava dele , o achava alegre, ele me divertia, falando as coisas errado pra me fazer rir. Lembro dele me sentar em cima da mesa, enquanto sua esposa fazia gelatina pra mim. E só. Cresci um pouco e o que mais me lembro é de sua ausência. Quando passava as férias em sua casa – ele morava na casa dos fundos, eu ficava na da frente, lembro que pouco o via. Lembro de vê-lo passar pela janela, dar um “Ooooi” alegre, e desaparecer na casa dos fundos. E assim foi. O tempo passou, mudei de cidade. E sempre ouvindo falar de sua ausência, da falta que ele fazia, da preocupação que gerava, por passar longo tempo sem dar notícias.

Enfim, a preocupação partiu. A ausência ficou.

E a ausência agora, pura raiva sem sentido, cobra tudo de todos.

E fica a dor, a tristeza.

Por alguém que conheci e não conheço mais.

 

O Dia em que Arthur quebrou o braço

Quinta-feira, 09/10/2014,  17h30m.

Eu estava na cozinha, começando a preparar a janta.

Toca meu celular,  no visor, o nome da escola do Arthur. Como em tantas outras vezes, atendi, meio temerosa. (quem nunca tremeu ao ver o nome da escola no visor do telefone?!).

E dessa vez, não tremi à toa. Era a enfermeira da escola, informando que meu filho havia caído, e ela suspeitava que tivesse quebrado o braço, pois estava inchado e arroxeando. Me senti fora do corpo, gelada por dentro. Respirei fundo e avisei que estava a caminho. Liguei pro meu marido e combinamos de nos encontrar na escola.

No meio do caminho, me dei conta que era hora da saída, liguei pra van que o leva e traz, avisei, e fui, no modo automático.

Cheguei um minuto antes do Marcelo. entrei na enfermaria, e de novo, me senti fora do corpo, ao ver meu menininho ali, sentado no banquinho, o braço esquerdo imobilizado numa tala, e com uma carinha de agonia, que me partiu ao meio. Comecei a chorar com ele, mas consegui me controlar, ele precisava dos pais firmes e fortes. Marcelo chegou, e como um herói de contos de fadas, nos resgatou dali, levando nosso pequeno príncipe, nos braços.

Chegando ao Pronto Socorro, fomos rapidamente atendidos, outra agonia na hora de tirar o raio X. Os gritos de dor do Arthur eram de partir até o mais duro dos corações. E veio o veredito: úmero quebrado, próximo ao cotovelo, na área de crescimento do osso. Precisa operar, fazer uma redução e colocar dois fios de aço. Entre a decisão de internar na hora ou no dia seguinte, devido ao jejum de 12 horas necessário para a operação, houve troca de turno, troca de médico, nos perdemos nos corredores do hospital – nem os funcionários sabiam onde precisávamos ir. Na segunda informação errada, me agachei no chão e sentei Arthur nas minhas pernas, ele não aguentava nem andar de tanta dor. Marcelo seguiu adiante, com nova orientação, e um infeliz funcionário comenta com um dos que deram informação errada: – “mas ele LARGOU  a criança, por que?” – pensa numa mãe com “sangue nos olhos”. Pensou? Multiplica por mil. Respondi de-li-ca-da-men-te: “ELE NÃO LARGOU A CRIANÇA, O MENINO ESTÁ SEM CONDIÇÕES DE ANDAR, E TEM QUE FICAR VAGANDO PELO HOSPITAL, PORQUE NINGUÉM SABE DIZER ONDE É A SALA DE GESSO!!!” – então, o idiota que deu informação errada ofereceu uma cadeira de rodas – que eu já tinha avistado e já estava pegando. Coloquei meu filho nela e fui atrás do pai, que já estava voltando com uma cadeira de rodas nas mãos. E o novo plantonista, questionando porque o menino foi enviado a ele, se a decisão da cirurgia havia sido tomada, e minha cabeça girando: como levar meu filho para casa com tanta dor?? Como ficar no hospital com tanta dor?? O que fazer, meu Deus?! E o médico, questionando porque o azul é azul,e eu, vendo tudo vermelho, querendo pegar alguém pelos cabelos. Ficou decidido, então, que iríamos para casa após a imobilização do braço do Arthur – outro sofrimento enorme.

Enquanto o bracinho era imobilizado, o médico vem atrás da gente – Papai do Céu iluminou a criatura, que nos procurou com outro semblante, dizendo para ficarmos à noite no hospital, que ele poderia se alimentar até meia noite, e faria jejum até as 7h da sexta-feira, quando operaria. Só havia um porém, não havia quarto vago, passaríamos a noite na sala de observação pediátrica –  eu ia passar a noite numa cadeira – apesar de saber ser um direito nosso, não me importei, o importante era Arthur ter assistência especializada durante a noite, que foi bem difícil, ele sentiu dores, calor (um frio glacial na sala!) e fome.

Na sexta-feira, fomos para o centro cirúrgico e aguardamos. O anestesista veio, conversou conosco, fez algumas perguntas e disse que ia lhe dar um calmante pra ele já ir relaxando. Em vinte minutos, o pequeno não sabia mais onde estava… e ninguém vinha buscá-lo. O pobrezinho escorregando da cadeira de rodas, fui pedir uma maca para deitá-lo – “Sra, não temos macas disponíveis.” – Fervi de novo e falei pro Marcelo para colocarmos nosso filho no sofá da antessala do centro cirúrgico – que se danasse quem precisasse sentar, não ia ter mais sofá também!! Vendo a situação, trataram de se mexer pra levá-lo para dentro, junto com o pai. Ficaram cerca de uma hora no frio glacial da sala de recuperação. Enfim, Arthur entrou para a cirurgia, que durou cerca de 1h3om. Cirurgia delicada, de acordo com o ortopedista, mas um sucesso.

Na recuperação, eu fui ficar com ele. Já cheguei na sala com ele chorando muito e tremendo de frio – eu havia levado a manta dele, que esquenta bastante, já sabendo como é difícil ter roupa de cama nesse hospital. Da última vez que ele precisou ficar no soro, quase tivemos que fazer um escândalo para conseguir cobertor pra ele. E o pobrezinho chorando de dor, eu chamei duas vezes a enfermeira, que ficou de chamar o anestesista,e ele não aparecia. Da terceira vez, perguntei ONDE ELE ESTAVA, PORQUE EU MESMA IA CHAMÁ-LO. – apareceu uma senhora, não sei se médica, ou enfermeira chefe, parou diante da maca dele, olhou e perguntou: “o que está acontecendo?” – perdeu a oportunidade de não passar por idiota. Respondi: “ELE ESTÁ COM DOR!” – “Ué, mas o Dr fez tanta medicação pra ele!” – olhei pro saco de soro, que NÃO gotejava. – “ALGUÉM ESQUECEU DE LIBERAR O SORO, ENTÃO”.- ela chamou duas enfermeiras, uma delas, um anjinho enviado pelo Papai do Céu. Ela olhou o bracinho do Arthur e viu que o treco do soro havia perdido o acesso. Removeu, deu o analgésico por via oral, e informou que ia pegar material para pegar outra veia. Arthur, cada vez mais alerta, já deu uma surtada básica. O acalmei e ele conseguiu dormir. Quando as enfermeiras voltaram, perguntei se o fato dele ficar “coçando” a orelha causou algum problema no acesso. ela disse que não foi por isso, que pode acontecer, e que ele podia coçar a orelhinha quanto quisesse. A amiga já queria por a agulha na veia da dobra do braço, mas a anjinha disse que não, que ele gostava de coçar a orelhinha e que daquele jeito, não ia poder. A outra, adepta do mais fácil (pra elas), disse que não daria certo, mas a anjinha bateu pé e achou um acesso no antebraço, que ficou perfeito até a hora da nossa alta do hospital.

Enfim, fomos para o quarto.

Meus pais chegaram para ficar com o Arthur, porque eu precisava terminar os bolos do fim de semana.

Compromisso é compromisso. O pior já tinha passado, e se necessário, eu trabalharia de madrugada.

Terminei meus bolos, voltamos para o hospital e tivemos uma noite de sono mais tranquila. O atendimento na madrugada é infinitamente superior ao do dia, as enfermeiras são mais cuidadosas e atenciosas.

Arthur está bem, melhorando a cada hora que passa – ainda sente dores, mas já não causam a agonia dos primeiros dois dias.

Eu e o pai dele ainda estamos recolhendo nossos cacos – nosso emocional está muito abalado, ainda ontem não resisti e chorei com meu pequeno, enquanto tentávamos limpá-lo, com um banho meio “safado”, e ele chorava de dor. E o que ele fez? Acariciava meu rosto, enquanto eu me desmanchava em lágrimas… ele está tirando de letra, graças a Deus!

Entre enfermeiras e médicos mal humorados, passamos por funcionárias sendo operadas e tendo tratamento de rainha (até aquecedor levaram para a criatura na sala de recuperação, onde tinha uma CRIANÇA  em sofrimento!! Novamente pedi cobertores, mas são artigo de luxo. ficamos uma hora e meia na recuperação e não chegou um único lençol)- mas tenho que ressaltar que ainda há BONS profissionais nessa área tão conturbada, que são atenciosos e carinhosos, que nos fazem acreditar que ainda há esperança para a humanidade.

Fica o aprendizado. Eu havia dito “não basta quebrar o braço, precisava ser ALI onde quebrou, e precisar passar por trauma tão grande?” , quando então conheci um casal que luta pela vida de sua filhinha, que removeu um tumor no cérebro, pegou endocardite e na sexta-feira estava operando para colocar uma sonda gástrica, porque não estava aceitando alimentação. Quarenta dias de internação.

Meu Deus, obrigada pelos nossos problemas tão pequenos!

 

 

 

Propaganda Infantil – Problema meu ou do meu filho??

Tem um movimento por aí questionando a propaganda voltada às crianças.
Juro que tento, mas a argumentação não processa na minha cabeça.
Primeiro, criança não tem como julgar se o que ela quer, pode ter ou não. Na minha pobre concepção, essa tarefa CABE AOS PAIS.
Eu cresci numa família cujos parentes se reuniam aos domingos para comer (muito), beber (muito!), conversar (muito) e fumar (muito!).
Me lembro de sentar no colo da minha vó, e ela, com um cigarro na boca, liberando todo aquele veneno dentro de casa.
A tv da época já era cheia de propagandas,e eu queria muita coisa que via.
Mas eu recebi educação. Eu fui ensinada que cigarro faz mal, que bebida em excesso faz mal, e se eu não podia ter algumas coisas, podia ter outras.

Comi muito cigarrinho de chocolate da Pan, e nem por isso quis botar o verdadeiro na boca.

Meu filho assiste os “terríveis canais de desenho animado da tv paga”, e vira e mexe, me pede um brinquedo que vê nos comerciais. Quando digo que não posso dar, ele do alto dos seus cinco aninhos, entende que ou é muito caro, ou não é para a idade dele. Entendam, sou uma mãe que comete pecados, como deixar ver tv até tarde quando o cansaço me vence, ou libero a chupeta quando não é para liberar, para evitar desgaste em determinadas situações e de tempos em tempos, tenho vontade de sumir durante um ataque de birra. Mas na hora que é necessário EDUCAR, EU e meu marido estamos ali, juntos, ensinando o que é certo e errado, e repetindo quantas vezes for necessário.

A bola da vez é o Toddynho, que novamente está contaminado e etc… e este produto está na mira, a propaganda dele é condenada, assim como as das maçãs da Turma da Mônica (que já comprei e não gostei, achei insossa), e Kapos, e tangs e balas e doces da vida… a pergunta que me faço é: quem tem que saber que faz mal, de início? EU, ou meu filho?? Quem tem que ensiná-lo que os sucos de caixinha têm excesso de sódio, que as balas têm açúcar demais, e que apesar do Cascão aparecer na propaganda do Vedacit, o produto não é de comer??? Ah, gente, o Cascão cresceu e tomou banho, viu? Não sei por aí, mas aqui em casa TODO banho é uma guerra. E não é por causa do Cascão, que inclusive já teve sua sujeira questionada pelo meu baixinho (Como ele fica sem banho, mamãe? – contradições de uma criança de cinco anos que não gosta de parar a brincadeira para fazer nada, seja tomar banho ou comer, mas sabe da necessidade da higiene e da alimentação).

Enfim, assim como considero o politicamente correto uma tremenda hipocrisia, essa campanha contra o consumismo infantil não tem base… e já encheu meu saco! Me parece mais coisa de mãe sem paciência de ensinar o que é certo e errado.

#prontofalei

Sim, EU sou Brasileira!

Em tempos de informação rápida, facilidade de exposição de ideias e redes sociais, muitas vezes me deparo com coisas que me deixam estarrecida.

Uma delas é  simplesmente a “repostagem” de um fato sem ao menos procurar saber se a fonte é confiável, se o que está dito realmente procede. Outra é usar a rede social para “protestar”, simplesmente jogando na internet a fúria que sente com um fato ou um acontecimento. E pior, expor preconceito de forma aberta e violenta.

Quando vejo um desses acontecendo, seja partindo de um “amigo” meu nas redes sociais, ou simplesmente de um amigo de amigo, fico pra morrer.

Cadê o respeito ao próximo? Cadê a boa educação? Cadê o bom senso?

Outro dia, postei no meu perfil pessoal um convite aos descontentes com Vitória que retornassem aos seus locais de origem. Não entra na minha cabeça você desdenhar do lugar onde mora, de onde tira seu sustento, onde sua família cresceu. Já vi também gente que viajou de férias pro “Primeiro Mundo” voltar e descer a lenha aqui no Brasil. Tá contente não? Mude pra lá de mala e cuia! Agindo desse jeito, você não ajuda ninguém, só se torna um ser extremamente antipático, e garanto, não vai fazer falta.

Hoje, acordei vendo posts sobre um artigo de uma revista francesa, acabando com o Brasil. Ai,ai… e o povo brasileiro abraçando o texto.

Gente, corrupção existe no mundo todo, tá?

BBB também.

Gente descontente com a Copa do Mundo, Olimpíadas de Inverno e Olimpíadas de Verão, também. Movimentos contra estes eventos, também.

Ladrão, assassino e tarado, também existe no mundo todo. Em alguns Países, até pior que no Brasil.

Quer protestar? Vai pra rua não, tá? Tem gente sendo paga pra transformar movimentos legítimos em palhaçada.

Facebook é bom pra protestar, mas não deixa só no seu perfil, não. Vai nas páginas administrativas dar seu grito, registre sua reclamação nos órgãos competentes. Se você foi assaltado, não deixe de abrir o “BO” porque “não vai adiantar nada” (pensamento tacanho, hein, amigo?!). Comprou algo vencido, poste seu protesto, mas volte ao local onde comprou e exija a troca! Vizinho detonando no som alto (não vou expor tipo de música, QUALQUER ritmo muito alto incomoda, até conversa!)? Reclame no órgão competente!

Para mudar algo, duas coisinhas básicas são muito necessárias. Educação, que começa em CASA, com pequenas coisas (veja aqui), e exigir seus direitos da forma CORRETA.

Eu tenho Esperança de um mundo melhor para meus filhos e descendentes, e tenho muito orgulho de ser brasileira!

 

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