Dia das Mães

DiaDasMaes

Minha primeira lembrança de uma festa na escola de Dia das Mães é da primeira série.

Lembro da turminha reunida, cantando “Amigo” do Rei, adaptada para o feminino.

Lembro da minha mãe, assistindo, vertendo lágrimas, e me fazendo chorar também.

31 anos depois, estou eu, de folga, às 14h, curtindo um supermercado “mara”, quando meu celular toca – era a professora do Arthur, me avisando da festinha para as mães, que ia acontecer hoje, às 16h, no ginásio da escola. Arthur esteve mais uma vez doentinho e ficou uma semana de molho em casa. Voei com as compras, voei pra casa, me arrumei e voei pra escola.

Estávamos todas lá, no meio do ginásio, quando a turminha dele entrou. E ele apareceu, de mão dada com a Pedagoga da escola, meio cabisbaixo, até talvez meio preocupado. Comecei a pagar aqueles micos federais que eu adoro pagar, agitando os braços, chamando por ele. O anjinho me viu, e seus olhinhos se iluminaram, o sorriso se abriu, numa felicidade enorme, só por me ver lá – e eu não resisti. Chorei, que nem criança, feliz por minha presença deixar aquele serzinho tão feliz, e profundamente orgulhosa do meu filhote, todo felicidade, com um coraçãozão vermelho pendurado no peito.

E eles cantaram – em inglês! E meu filhote cantava, e dançava, e mandava beijos, seguia a coreografia da tia direitinho! E meu coração cantava com ele, mergulhado numa sensação totalmente nova, me senti flutuando, no meu mundo só tinha ele – eu só tinha olhos pra ele.

Acho que isso é o tão falado Amor de Mãe – amor sem começo, meio e sem fim – indescritível.

 

#Aos 4

Aos 4, ele tem opinião. Não gosta do cabelo do Dr. Connors, gosta das “nhunhas” coloridas da mamãe, escolhe o que comer nas refeições.

Aos 4, ele se vira. Toma as decisões, diz o que quer e toma as providências necessárias (OMG!).

Aos 4, ele é o menino mais levado, mais esperto e lindo deste planeta!

E sim, a mãe dele é coruja grau mil!

Os quatro anos chegaram, e como eu imaginava, são um marco.

Arthur participa de tudo, é questionador, inteligente, e tira conclusões com a velocidade do pensamento.

Meu bebê quer viver, pergunta do Carnaval, explica o que a tia da Escola disse do Carnaval, manda a atriz indecisa da novela se decidir e já quer jogar “The Sims”…ahahahahaha

É um menino amoroso, que “do nada” solta “te amos” pra papai e pra mim, adora um abraço e dormir agarradinho.

Ele está crescendo na velocidade do vento.

E rezo a Deus para poder lhe passar tudo de bom que ele precisa aprender, para ser um cidadão responsável e “do bem”.

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Maus tratos por parte dos cuidadores. De quem é a culpa?

Essa semana rolou uma polêmica nas “redes sociais” (leia-se Facebook) sobre uma riquinha que postou um texto ensinando como levar a babá em viagens. É coisa de gente que não tem o que fazer. As coisas que ela diz e “ensina” são de revoltar qualquer um com um mínimo de decência no sangue. Estou até agora me perguntando o que ela queria ao postar tanta bobagem num texto só.

Mas tal texto me fez refletir sobre as coisas que acontecem na “vida real” – babás e cuidadoras espancando, desrespeitando e maltratando os objetos de seus contratos de trabalho, maridos de cuidadoras justificando o espancamento de idosos, alegando que eles se “comportam pior que crianças pequenas, que sossegam com um tapa apenas”.

Gente, empregados são reflexos dos patrões. Essa frase resume tudo.

Eu não vou mentir que já sonhei em ter uma babá. Poder dormir até tarde, enquanto meu pequeno madrugador está sob os cuidados da babá – quem nunca?

Ou poder ler um livro sossegada, enquanto meu filho está em segurança, brincando no parquinho com a babá? Ou tomar um banho demorado, enquanto meu filho está seguro na sala, vendo um desenho com a babá?

Ou ainda poder ir ao cinema e dar aquela “esticadinha” com o marido, enquanto meu filho está super seguro, em casa, à noite, com a babá?

NEM EM PENSAMENTO! Já tive todas essas vontades, mas perseverei, contei com meus pais (como conto com eles até hoje, e se não os tivesse por perto, me resignaria e seguiria adiante – ter o filho foi uma escolha minha, ninguém é obrigado a cuidar dele por mim).

Empregado, em qualquer ramo, é complicação à vista. Mesmo que você seja a melhor patroa do mundo, não dá pra confiar.

É um estranho que você põe dentro de casa pra cuidar do seu maior tesouro.

Vai que um dia você acorda do avesso, de TPM (ou vice-versa), a pessoa se ofende com seu olhar ou com um tom de voz que você nem reparou que usou? Vai sobrar pra quem?

De tudo que tenho visto esses anos nos notíciários, o que mais me preocupa é essa questão de cuidadores.  As denúncias de maus tratos aumentam ano a ano. E eu não tenho a menor dúvida de que os empregadores têm sim, sua parcela de culpa. E não é só por não saber escolher. É por causa de seu comportamento, vide o da madame que ensina “como adestrar a sua babá em viagens”.

Então, gente, vamos abrir o olho!

Nada justifica maus tratos, mas há de se olhar os dois lados da moeda!

A escravidão terminou há séculos, e assédio moral, assim como maus tratos a idosos e crianças é crime!!

No escurinho do cinema…

Cinema

E o Arthur foi ao cinema pela primeira vez.

Debutou com o “Detona Ralph”, ele assistiu o trailer e adorou, via as chamadas na tv e pedia pra ver. Estávamos já pensando em apresentá-lo ao mundo maravilhoso do cinema há um tempinho, e os pedidos nos levaram a decidir.

Chegamos ao cinema, compramos os ingressos, e começamos a explicar ao pequeno os “detalhes” da operação – que era uma sala com uma tv beeem grande, que a gente fica sentadinho assistindo, que tem que falar baixinho… eu confesso que achava que teríamos que sair no meio do filme, mas filhote me surpreendeu!

Já sentando na cadeira, me avisou que era pra falar baixinho (sussurrando no meu ouvido, fofo!!), e ficou um pouco agitado enquanto a sala enchia.

Mas bastou as luzes se apagarem pra ele silenciar e arregalar os olhos. Maravilhado.

E assistiu o filme todinho, ligadão, fazendo comentários aqui e ali, se aconchegando no colo do pai, curtindo um cinema como deve ser!

EU estou toda orgulho, inchada e feliz, e já planejando o próximo filme!!!

Momento elucubração:

Tenho namorado a ideia de comprar meu próximo livro em formato e-book – economia de espaço (minha estante está simplesmente abarrotada!), de dinheiro  – alguns títulos estão mais baratos que na livraria. Não adiante, é a tendência mundial. Estava eu me acostumando com a ideia, quando hoje, na Saraiva, me deparo com uma encadernação belíssima de “Os Pilares da Terra”, de Ken Follet. Nem preciso dizer que todo o meu esforço pra aderir à nova moda foi por água abaixo, né? A sensação de segurar o livro, sentir seu peso, o cheiro de papel novo, namorar a capa, imaginá-la de mil formas diferentes…ai, ai… vou ter que recomeçar da estaca zero…ahahahahaha

Em tempo, o curta da Disney “O Avião de Papel” (Paperman), que passa antes do filme, é a coisa mais singela que já vi. Lindo e Apaixonante!

Resoluções de Ano-Novo? EU?!

Detesto promessas.

Principalmente porque elas já nascem com o pressuposto de NÃO serem cumpridas – excetuando-se aquelas do tipo milagrosas, nunca vi ninguém cumprir uma promessa comum.

EU não cunpro minhas promessas.

Mas cheguei num ponto em que preciso cumprir algumas, para a minha felicidade ser completa.

Pra ter minha saude e auto estima melhoradas.

Vamos lá então.

Resoluções para 2013 – e devidamente registradas, pra eu me cobrar o ano inteiro – ahuahuhauhuahuaha

Seriam várias, mas na verdade se resumem a uma só, e muito importante: EU.

Preciso reduzir meu ritmo, arrumar tempo pra me cuidar, me tratar.

Ir ao médico, arrumar uma hidroginástica, emagrecer.

Ficar linda, porque EU mereço!!

E meu marido e meu filho merecem uma mulher e mãe, além de gata, saudável e com o emocional no lugar.

Então é isso.

TEMPO pra mim.

TEMPO pra ter saude.

TEMPO pra ficar bonita.

TEMPO pra ter qualidade de vida.

Essas ferias me deram a ideia exata do que eu preciso fazer. E vocês sabem, né? Pra acontecer, a gente tem que agir. Se mexer, porque sentado a gente só vê o tempo passar.

E o Blog também está incluído nessa.

Ele vai voltar a ter vida, apesar do Facebook…ahahahahaha

Beijos e Feliz Ano-Novo!!

EUeEU

 

Assim, assim…

Soneto de Fidelidade

Vinicius de Moraes


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes, “Antologia Poética”, Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

Amo, porque amo e porque amo…

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