O Fascínio das Vassouras

Ah, vassouras… e rodos, e pás de lixo, e panos de chão, de prato, flanelas, apiradores de pó…
As mamães que como eu, têm pequenos papagaios de um ano e meio em casa, sabem como elas adquirem importância em nossas vidas, principalmente nas horas das refeições…
Como toda criança saudável que está descobrindo o mundo, Arthur adora esmigalhar biscoitos, esfarelar pedaços de bolo, devolver o pão mastigado para beber o suco, enfim, o chão em volta do cadeirão fica parecendo piso de casa de papagaio – ainda mais que lá em casa meus gatos não topam comer sobras babadas…ahuahuhauhua
É aí que entra a bendita da vassoura - que lá em casa há muito tempo saiu do gancho ao lado do tanque e foi parar literalmente em cima da máquina de lavar – e ainda assim, rende belos espetáculos de gritos e birra, quando ele as vê, equilibradas no alto.
Mas você pensa que esse “amor” todo é de agora??
Nããõooo!
Mal começou a andar, o baixinho já demonstrava loucura pelas ditas, e ganhou um par de rodinho e vassourinha da zeladora do prédio – fofo ele na garagem, “ajudando” tia Lucy a “limpar” o chão… o problema era quando ele queria limpar dentro de casa – imaginem um bebê de 11 meses, que acha que sabe andar, tentando equilibrar um rodinho nu’a mão e uma vassourinha na outra… eu só faltava surtar, quando via a cena – sério, nada me irrita mais quando ele resolve lembrar da existência da turma dos cabos… hoje, com os movimentos muito mais coordenados e afinados, a coisa rola diferente. Ele sabe mesmo varrer o chão. O problema agora é quando ele resolve “varrer” o sofá, a estante, o computador, os gatos, o pai dele… aí junta que estamos na fase de “qual o meu limite e o dos meus pais?” – e já viu, né? É um tal de repetir à exaustão que “ali não pode”,” ali não pode”, “ali não pode”, que passa pra “eu vou guardar”,”eu vou guardar”,”eu vou guardar”, até a “guardada” efetiva do objeto e um festival de berros, gritos e choro descontrolado (meu Deus, onde eles aprendem isso?!)
Quem me conhece não me reconhece (ahuhauuahuhauha)
Estou numa fase de paciência infinita, até o pai dele, que é a paciência em pessoa, já ameaçou perdê-la em algum canto da casa, e eu continuo lá, firme e forte, no mantra “não pode”- “vou guardar”-distração…
Estou pensando em guardar as vassouras e afins do lado de fora da janela do apê…
E os babies de vocês, também têm essa paixão desarvorada por vassouras??
Beijo grande!
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NÃO TEM PREÇO!!!!






